Solace/Alívio

Para a comunidade – A Poem in Portuguese.

Não falo de pessoas pobres

Falo de pessoas realmente pobres

Os fracos e os hipócritas

 

Você me ensinou a ser forte demais

Me chamam de maluca e de sem educação

Será que já não é obvio?

Sou sua metamorfose de garra e determinação

 

Você me ensinou a lutar

A escolher para não ser escolhida

Que culpa tem se a minha tolerância não se transforma?

Foi assim que me ensinas-te a ser

 

Você acha que eu deveria ser diferente?

Deveria ser eu mais compreensiva,

 

Mais reservada

Menos teimosa

Um pouco menos agressiva

Mais magra

Mais baixa

Mais nova

Mais reservada

Menos atrevida

 

Mais inocente

Mas não tão convincente,

 

O que querem de mim realmente?

“Para a comunidade”

7 thoughts on “Para a comunidade – A Poem in Portuguese.”

  1. Hi,

    I do not speak Portuguese, but I have dear friends who come from Brazil and I enjoy meeting them. Usually because we are an international group of different cultures, we all speak English to communicate. However, I have learned a few words in your beautiful language, so that I can follow the flow of your poem and say I like it. I couldn’t understand every single word, but I will ask my friends to help me with the vocabulary.
    Great job and keep writing.
    Ciao,
    Patricia

    1. Hi Pat,

      I’m glad you enjoyed the poem and thank you for your kind words. I grew up in Brazil and moved to the U.S when I was 13 yrs. old. Language and writing has always been my passion and I am lucky to have had the opportunity to learn multiple languages. I would say google translate could help you make sone sense of the words a bit, but as you know a lot can get lost in translation. Perhaps this could be a challenge for you to learn more words in Portuguese. I can honestly say that learning a new language is empowering and energizing to say the least. Feel free to e-mail me with any questions, I would be happy to help you with your Portuguese. Have a great week!

      Dani 🙂

  2. Legal, Daniela!

    Além de dominar a língua materna (sua e/ou de seus pais) você nos faz evocar as “sadias rebeldias” de nossa adolescência – que por vezes se estende além da cronologia.

    O que querem eles, afinal, os adult(er)os? Aqueles que desejam que os ouçamos, mas que não os imitemos!! E nós acabamos por imitá-los, o que os leva, em algum momento, a sentirem desconfortáveis em face da “criatura” que criaram…

    Resta-nos quebrar o “círculo nefasto”, a “maldição ancestral” e tornar nossa relação com os filhos mais leve e mais coerente e responsável.

    Abraços
    Abel Sidney
    Brasil

    1. Oi Abel,

      Interessante a sua observação, que me leva a entender ainda mais minhas próprias palavras. A minha cronologia e difícil para mim pois me mudei para Nova York com 13 anos e acho que essa rebeldia toda tem muito haver com o meu medo de esquecer quem eu sou e da onde vim.

      Dizem que a rebeldia é a força renovadora que move o mundo, mas também algo que incomoda os já acomodados. Recentemente eu vi um filme Brasileiro que fala sobre o símbolo oposto da paz. Todos pensam em guerra, violência, mentiras, e outros símbolos para descreverem este oposto sentido quando realmente o oposto da paz e simplesmente a estagnação. A paz verdadeira esta no movimento constante e na “forca renovadora” que move o mundo. Obrigada pelo comentário e a conversa boa, foi um grande prazer!

      Um grande abraço,

      Dani

      1. Oi, Daniela,

        Finalmente consigo um tempinho para papearmos.

        Pois é, sempre me fascinou a experiência dos brasileiros expatriados. E você começou em uma fase um tanto difícil da vida – no meio em uma adolescência a se iniciar e a mexer com tantos sentidos e valores.

        E foi morar logo em Nova York, uma cidade que não é para principiantes, penso eu…

        Hoje, pelo que vi lá no LinkedIn, você trabalha na área editorial. É isso?

        Eu sou servidor público e dublê de escritor e educador (pretenciosamente mais que um professor!). Criei um programa de leitura, que temos aplicado nas escolas públicas aqui de Porto Velho, Rondônia (Amazônia).

        Um dia serei publicado em inglês (quem sabe!?)

        É isso. Boa Páscoa (meio atrasado) e uma produtiva semana de trabalho.

        Abs,
        Abel

      2. Poxa Abel, desculpa a demora, eu sempre me esqueco do que eu deixo pra depois. Por isso devemos nunca deixar pra depois o que podemos fazer hoje! rsrsrsrs..

        Eu vou comecar um blog para o meu livro que estou escrevendo sobre minhas experiencias como uma Brasileira expatriada. Foi sim uma fase muito dificil, mais me fez quem eu sou hoje e eu nao mudaria isso por nada neste mundo. Adoraria ler o seu programa de leitura, talvez eu possa traduzir-lo e colocar aqui no Blog ou no Blog novo? Desculpe a falta de acentos, e mais rapido

      3. Poxa Abel, desculpa a demora, eu sempre me esqueço do que eu deixo pra depois. Por isso não devemos nunca deixar pra depois o que podemos fazer hoje!

        Eu vou começar um Blog para o meu livro que estou escrevendo sobre minhas experiências como uma Brasileira expatriada. Não vai ser uma biografia, mas como uma historia ficcional baseada em experiências reais. Foi sim uma fase muito difícil, mais me fez quem eu sou hoje e eu não mudaria isso por nada neste mundo. Adoraria ler o seu programa de leitura, talvez eu possa traduzi-lo e colocar aqui no Blog ou no Blog novo? Se você quiser/puder compartilhar, mande pro meu e-mail: louzadacopy@gmail.com

        Um ótimo final de semana pra você meu novo amigo!

        Dani

Leave a comment